boa semana

13/10/2010

além de tudo na vida, há sempre alguma coisa que vale a pena. e essa semana me aparecem logo duas.

hoje, daqui a pouco, gumersindo lafuente, diretor do elpais.com, fala no instituto cervantes sobre as oportunidades que a internet e as “novas tecnologias” trazem para o jornalismo. a paletsra vai ser mediada por graciela nathanson, professora do póscom e pesuqisadora do gjol. às 19h, no instituto cervantes.

começando hoje, também, mas continuando até sexta o seminário “Lugares da Sociabilidade” traz a apresentação de trabalhos dos pesquisadores dos grupos de pesquisa em cibercidades e interação, tecnologias digitais e sociedade, também do póscom. hoje na abertura há a confererência de vinícius neto, da uff, “Prática, Comunicação e Espaço: Uma reflexão sobre a materialidade das estruturas sociais”. o seminário acontece a partir das 18h na facom.


colaborativo, participativo, open-source, cidadão…

06/10/2010

esse posta provavelmente não vai trazer nada de novo, mas vai ser longo. vou encher ele de coisas que talvez não façam sentido juntas mas que estão bombardeando minha cabeça (principalmente depois da conversa de hoje com paulo victor, rodrigo carreiro, rafael sampaio e sivaldo pereira, durante a aula do póscom).

se eu já me inquietava com o samba-de-crioulo-doido que é a falta de distinção e definição conceitual sobre o jornalismo participativo – que também pode ser chamado de colaborativo, open-source, grassroots, cidadão (e, aparentemente, o que mais você escolher) – a discussão acabou me deixando mais intranquilo quando vejo que sai da discussão sobre o jornalismo ser colaborativo ou participativo e pode se ampliar a conceitos de participação e colaboração mais gerais; uns com base na teoria democrática, outros na cibercultura, ao fim, definir isso é difícil.

masenfim. voltando ao jornalismo, vejo que essa indefinição ou indistinção conceitual mais clara simplesmente persiste, sem que se identifique (ou sem que ao menos eu identifique) um esforço prático e teórico para que seja solucionado (com a exceção talvez da proposta do Alec Duarte, cuja transformação em artigo eu ainda aguardo).

sem querer repetir o post do Webmanário, e nem mesmo propor uma diferenciação minha (até porque a mesma não existe) eu finalizo com um exemplo de como a utilização desses conceitos pode se apresentar de forma confusa.

Brambilla (2005), ao conceituar, o jornalismo open-source – e dando como exemplos do mesmo o OhMyNews e o SlashDot – o apresenta da seguinte forma “o jornalismo open source possibilita que a comunidade, além de apontar uma falsa informação, torne essa observação pública, corrigindo-a ou tão-somente alertando futuros leitores àquela incorreção(2005, p. 4)

Träsel e Primo (2006), não só apresentam os mesmos dois sites como modelos de webjornalismo participativo, como utilizam a seguinte definição para enquadrar o WikiNews sob essa nomenclatura: “Ou seja, no Wikinews qualquer pessoa pode publicar notícias e editar aquelas publicadas por outros colaboradores. O internauta que identifica um erro ou acredita ter alguma informação a mais pode modificar o texto original da notícia, fazendo correções ou acréscimos(2006, p. 12)

a não ser que em algum momento de lá para cá já tenham sido feitas considerações sobre isso, acho confuso que se nomeie ou enquadre os mesmos veículos sob nomenclaturas diferentes, utilizando, no entanto, os mesmos argumentos. a não ser que se considere a todos eles sinônimos: o que não creio ser o caso.

deixando claro que esse comentário não é de forma algum desmerecimento ou crítica aos autores citados – cujo trabalho admiro e tento acompanhar -, explico que a intenção final é de (me) alertar para a necessidade de trabalhar e problematizar esses conceitos, e buscar saídas possíveis para essa indefinição. quem sabe um dia..


ensinos de jornalismo

08/04/2010

essa semana está sendo bem movimentada. sexta nem chegou e duas coisas movimentaram minha cabeça por caminhos diferentes sobre como pensar o jornalismo.

a primeira notícia foi a pós-graduação profissional proposta pela ufes. com dois anos de duração, e voltada para profissionais de qualquer área, o curso causou alguma polêmica, inclusive uma promessa de mobilização por parte do ca da própria universidade contra sua implantação. chamado de supletivo em forma de pós-graduação, o curso deu a alguns a impressão de apoiar que todos podos podem ser jornalistas, basta apenas aprender a formatar um texto ao formato estabelecido pelo canone jornalístico. enfim, não é que seja a melhor solução, mas acho válida. é, até onde sei, a primeir proposta que se apresenta pós-queda-do-diploma. e se não for esse o caminho a seguir (dar algum tipo de formação complementar àqueles que querem atuar em meios de comunicação mas não têm/querem fazer uma graduação em jornalismo) ao menos algum surgiu. como esper que tantos outros apareçam. mudar os perfis e formas de ensinar jornalismo no braisl é algo que já se está devendo, desde antes da decisão do STJ.

uma outra nova proposta, essa sim me chamando bem mais atenção (o suficiente para querer mudar de país e me matricular) foi a da Columbia University, que pretende iniciar ainda esse ano uma turma de mestrado duplo em jornalismoe  ciência da computação. o curso de dois anos e meio prentende abordar não apenas a utilização de programas e aplicativos na comunicaçaõ, mas permitir que os jornalistas os realizem. se como Joel Kaplan disse em artigo ao Nieman Report, quem mudou a cara do jornalismo foram os engenheiros, é hora de os jornalistas entrarem no barco. e quem sabe até assumir o leme. essa é a aposta do mestrado, que segundo artigo da wired, propõe a formação de ninjas transdisciplinares. é tempo de se pensar um jornalismo integrado às ações do meio digital. não apenas de propor utilizações para o que já existe, mas meios próprios de utilização da tecnologia.

aqui no brasil, no recife mais específicamente (só pra ser bairrista no exemplo), já se vê iniciativas assim, como a parceria entre yvana fechine (ppgcom/ufpe) e professores do centro de informática também da ufpe para a discussão de conteúdos e formatos para tv digital, que hoje realizou mais um encontro.

masenfim. o que fica de propostas para dar um arcabouço mínimo – teórico ou técnico – a não-jornalistas(-de-formação) ou de se misturar jornlaismo à discussão de concepções de novos meios digitais de circulação/origanização/produção de notícias é mesmo a necessidade de se mudar o que está parado. pensar e ensinar jornalismo não pode ser feito da mesma maneira. acompanhemos.


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