conheci hoje o ‘assignment wired’, projeto do raw file – blog sobre fotografia da wired.com. a idéia é simples: a equipe do blog propõe uma pauta – o assignment, no caso. então qualquer interessado pode sair às ruas, fazer (um)a foto, escrever um texto sobre a sua matéria e mandar pra wired.
depois disso, a equipe da revista – capitaneada pelo editor de fotografia jim merithew – e alguns convidados avaliam o material, selecionando alguns para receber tratamento e edição da revista, e publicar no blog junto com alguns comentários críticos. [o resultado do primeira sugestão de pauta já saiu - aqui - e, é possível ver o material enviado, a foto tratada pela equipe da wired além dos comentários e sugestões feitos].
a proposta – como o próprio jim merithew coloca – é criar “um jeito interessante de interagir com a comunidade de fotógrafos amadores da wired.com”, ao permitir que esses fotógrafos possam ganhar visibilidade receber os comentários de profissionais de peso e dialogar com a equipe da revista. a cada assignment, a equipe destaca e compartilha com os leitores do blog algumas noções sobre o trabalho (foto-)jornalístico que podem ajudar na produção de cada um.
mas calma. isso é crowdsourcing, ou uma estratégia de diálogo e interação leitor-veículo? bem um pouco dos dois. diante dos (não poucos) comentários de que essa é (apenas) mais uma forma de conseguir trabalho gratuito e compensar os cortes nas redações e falta de dinheiro para contratar e comprar fotos de profissionais a resposta foi simples: a wired quer interagir com o público e não só recebe material, como oferece algo em troca – um punhado de palavras comentando as fotos e a publicação destas.
mas, vale salientar, como o fazem os editores ao propor a tarefa: “ao submeter as fotos a pessoa está dando a permissão para que estas sejam utilizadas na wired.com ena revista wired”. então, no fim das contas, é também crowdsourcing. mesmo que as pautas propostas (até agora quiosques de rua e família) não sejam bem os temas mais comuns na revista, um banco de fotos não faz mal a ninguém. e só mesmo o tempo dirá como fica a balança entre ganhos financeiros e aproximação do público com a revista.
Escrito por rodrigo martins 

