crowdsourcing, no bom sentido.

17/08/2011

conheci hoje o ‘assignment wired’, projeto do raw file – blog sobre fotografia da wired.com. a idéia é simples: a equipe do blog propõe uma pauta – o assignment, no caso. então qualquer interessado pode sair às ruas, fazer (um)a foto, escrever um texto sobre a sua matéria e mandar pra wired.

 

depois disso, a equipe da revista – capitaneada pelo editor de fotografia jim merithew – e alguns convidados avaliam o material, selecionando alguns para receber tratamento e edição da revista, e publicar no blog junto com alguns comentários críticos. [o resultado do primeira sugestão de pauta já saiu - aqui - e, é possível ver o material enviado, a foto tratada pela equipe da wired além dos comentários e sugestões feitos].

 

a proposta – como o próprio jim merithew coloca – é criar “um jeito interessante de interagir com a comunidade de fotógrafos amadores da wired.com”, ao permitir que esses fotógrafos possam ganhar visibilidade receber os comentários de profissionais de peso e dialogar com a equipe da revista. a cada assignment, a equipe destaca e compartilha com os leitores do blog algumas noções sobre o trabalho (foto-)jornalístico que podem ajudar na produção de cada um.

 

mas calma. isso é crowdsourcing, ou uma estratégia de diálogo e interação leitor-veículo? bem um pouco dos dois. diante dos (não poucos) comentários de que essa é (apenas) mais uma forma de conseguir trabalho gratuito e compensar os cortes nas redações e falta de dinheiro para contratar e comprar fotos de profissionais a resposta foi simples: a wired quer interagir com o público e não só recebe material, como oferece algo em troca – um punhado de palavras comentando as fotos e a publicação destas.

 

mas, vale salientar, como o fazem os editores ao propor a tarefa: “ao submeter as fotos a pessoa está dando a permissão para que estas sejam utilizadas na wired.com ena revista wired”. então, no fim das contas, é também crowdsourcing. mesmo que as pautas propostas (até agora quiosques de rua e família) não sejam bem os temas mais comuns na revista, um banco de fotos não faz mal a ninguém. e só mesmo o tempo dirá como fica a balança entre ganhos financeiros e aproximação do público com a revista.


o novo jc online

05/04/2011

alguns dias depois de anunciar a substituição do seu já consagrado e queridíssimo jconline, pelo novo portal NE10, o jornal do commercio de recife lançou ontem uma nova versão impressa e online do seu jornal diário. o estranhamento pela primeira mudança começa a fazer algum sentido quando se percebe que o jconline é agora, não mais um portal de notícias, mas o endereço do jc na rede, reposicionando o jornal, que ficava um tanto ofuscado pelo portal, e agora se distingue mais facilmente do outro produto ao qual está vinculado. [comentários sobre meu descontentamento com a página e a logo do NE10 foram suprimidos]

falando agora específicamente do novo jconline, queria destacar um ponto que inclusive está em bastante destaque nas campanhas e divulgação da reformulação do jornal: a participação do leitor na produção do jornal.

como é possível ver na matéria e na entrevista acima, o novo site se diz e se propõe mais interativo e mais aberto, com a criação do espaço de participação chamado ‘a voz do leitor‘. além de poder comentar, e enviar material para o site, o jornal promete incluir essa participação na edição impressa, com espaço cativo e de destaque, inclusive na primeira página. poisbem, uma promessa a se comemorar, mas até agora uma promessa. vamos acompanhar de perto esse movimento.

outro destaque dado é à atuação dos jornalistas, em especial dos colunistas, no site de maneira contínua. poisbem. a esse espaço administrado pelos jornalistas é o nosso bom e velho blog, com textos apresentados do mais recente para o mais antigo, com espaço para comentários e navegação por categorias, tags e um histórico na barra lateral, como dá pra ver pelo exemplo da follow, de mona lisa dourado – que inclusive é chamado de blog na url. acho no mínimo estranha a opção por utilizar o termo coluna em lugar de blog. será que fica mais jornalístico com esse nome?

enfim. antes de terminar não poderia deixar de comentar uma das estratégias do sjcc no lançamento tanto no NE10 quanto no novo jconline: nosso querido jogo da velha do twitter, as hashtags. no NE10 foi o segredo e a expectativa que impulsionaram a pergunta #oqueseráisso? que preparava o público para a novidade [eu pessoalmente diria qué um novo protetor solar, masenfim]. já com o jc, a campanha veio junto com as cmapanahs em vídeo e o lançamento do novo conceito do jornal: “se é relevante pra você, de interesse da sociedade, da sua cidade, pode ter certeza, #vaiprojc” (pode ver os vídeos aqui)

agora é acompanhar o novo jc, e ver como ele segue. espero que seja para melhor.

ps: esse post é uma colagem de vários tweets da noite de ontem junto com umas ideias novas.


memoryshare: memória coletiva na bbc

17/03/2011

o ano novo só começa depois do carnaval. é fato. mas como os efeitos da folia ainda ficam por um bom tempo, vou aos poucos retomando as atividades com algumas coisas velhas. a primeira é o memoryshare da bbc.

criado em 2007 (segundo a wikipédia), o projeto é bem simples: oferecer uma plataforma online onde as pessoas possam escrever, registrar e compartilhar memórias. qualquer coisa vale, desde uma mulher contando quando conheceu seu marido ao um relato sobre a queda do muro de berlim. a partir disso, o sistema monta uma linha do tempo em espiral que conecta datas relacionadas e permite a livre navegação nessa memória coletiva.

essa iniciativa agrega um caráter mais amplo à característica já tradicional do jornalismo de ser um registro histórico, um espaço de resgate da memória e do passado públicos. aceita-se que não apenas dos fatos registrados se compõe a nossa história, mas dos pequenos relatos e lembranças do cotidiano de cada indivíduo.

mas antes de pensar que a bbc é bondosa e acredita na construção coletiva do passado, é preciso pensar nas possibilidades de retorno que a empresa tem com a iniciativa. o especial sobre a segunda guerra mundial (ww2 – people’s war) que reúne relatos de usuários é um bom exemplo de como esse grande arquivo pode acrescentar ao jornalismo. ainda que o ww2 tenha sido lançado um ano antes do memoryshare, este já se mostra como um espaço aberto para facilitar novas empreitadas de busca extensiva por relatos históricos e fontes.

a página é portanto mais que uma ótima iniciativa de memória coletiva e aberta. é uma boa resposta do jornalismo às necessidades de ampliar suas formas de coleta de informações, de agregar as vozes cada vez maiores e mais fortes de pessoas comuns, e fazer um bom uso da tecnologia para chegar a novos e interessantes processos e produtos  jornalísticos.


colaborativo, participativo, open-source, cidadão…

06/10/2010

esse posta provavelmente não vai trazer nada de novo, mas vai ser longo. vou encher ele de coisas que talvez não façam sentido juntas mas que estão bombardeando minha cabeça (principalmente depois da conversa de hoje com paulo victor, rodrigo carreiro, rafael sampaio e sivaldo pereira, durante a aula do póscom).

se eu já me inquietava com o samba-de-crioulo-doido que é a falta de distinção e definição conceitual sobre o jornalismo participativo – que também pode ser chamado de colaborativo, open-source, grassroots, cidadão (e, aparentemente, o que mais você escolher) – a discussão acabou me deixando mais intranquilo quando vejo que sai da discussão sobre o jornalismo ser colaborativo ou participativo e pode se ampliar a conceitos de participação e colaboração mais gerais; uns com base na teoria democrática, outros na cibercultura, ao fim, definir isso é difícil.

masenfim. voltando ao jornalismo, vejo que essa indefinição ou indistinção conceitual mais clara simplesmente persiste, sem que se identifique (ou sem que ao menos eu identifique) um esforço prático e teórico para que seja solucionado (com a exceção talvez da proposta do Alec Duarte, cuja transformação em artigo eu ainda aguardo).

sem querer repetir o post do Webmanário, e nem mesmo propor uma diferenciação minha (até porque a mesma não existe) eu finalizo com um exemplo de como a utilização desses conceitos pode se apresentar de forma confusa.

Brambilla (2005), ao conceituar, o jornalismo open-source – e dando como exemplos do mesmo o OhMyNews e o SlashDot – o apresenta da seguinte forma “o jornalismo open source possibilita que a comunidade, além de apontar uma falsa informação, torne essa observação pública, corrigindo-a ou tão-somente alertando futuros leitores àquela incorreção(2005, p. 4)

Träsel e Primo (2006), não só apresentam os mesmos dois sites como modelos de webjornalismo participativo, como utilizam a seguinte definição para enquadrar o WikiNews sob essa nomenclatura: “Ou seja, no Wikinews qualquer pessoa pode publicar notícias e editar aquelas publicadas por outros colaboradores. O internauta que identifica um erro ou acredita ter alguma informação a mais pode modificar o texto original da notícia, fazendo correções ou acréscimos(2006, p. 12)

a não ser que em algum momento de lá para cá já tenham sido feitas considerações sobre isso, acho confuso que se nomeie ou enquadre os mesmos veículos sob nomenclaturas diferentes, utilizando, no entanto, os mesmos argumentos. a não ser que se considere a todos eles sinônimos: o que não creio ser o caso.

deixando claro que esse comentário não é de forma algum desmerecimento ou crítica aos autores citados – cujo trabalho admiro e tento acompanhar -, explico que a intenção final é de (me) alertar para a necessidade de trabalhar e problematizar esses conceitos, e buscar saídas possíveis para essa indefinição. quem sabe um dia..


pra dentro e pra fora

10/07/2010

pra cumprir a promessa do post de segunda, mas de maneira bem fuleira. uma rapidinha que tava guardada já há um tempo e que vai ser dividida em duas partes: uma entrando outra saindo; as duas buscando aproximação com o leitor.

primeiro a oferta de entrada do guardian, que lançou um esquema de membership para assinantes o extra. nada de tão novo, uma gama de ofertas, descontos ou participação em debates e eventos para os assinantes que pagarem uma determinada quantia, quase um clube de desconto. a novidade é que além disso – como destacou o journalism.com.uk – ser membro dá também possibilidade de visitar as redações do guardian e do observer, além de acesso a repórteres e editores. uma forma (que parece) bastante eficaz de criar laços e aproximar os leitores do jornal, mostrando como ele funciona.

a outra ideia, que também acaba aproximando, é convidar para sair. ou aumentar o número de links para páginas externas, como pretende fazer a bbcnews. como disse steve herrman no blog dos editores, a estratégia é aumentar o número de links nas matérias do site, enviando sempre que pos´sivel o elitor para documentos e sites que foram utilizados pelos jornalistas como fontes para a realização da matéria, além de também oferecer outras coberturas de um mesmo fato. isso porque, como dito em resposta para o comentário do niemanlab, um site de notícias deve focar na construção de um amplo espaço público, sendo uma janela que guia seu leitor para o “melhor da internet”. ainda que pareça mais bonito do que de fato é – já que é uma estratégia pós-corte-de-gastos – não se pode negar a importância que tem uma grande empresa de comunicação se colocar nesse lugar, de mais um (não de único ou principal).

enfim. rapidinha, entra e sai. e foi. agora é sómanter um ritmo.


mapeando: a tarde, salvador

28/03/2010

hoje, depois de muita demora e muito atraso eu começo a andar com a idéia. mapear catalogar ou simplesmente contabilizar e localizar projetos de colaboração de jornais brasileiros. pra começar bem, já que estou na cidade, o cidadão repórter do jornal a tarde, aqui de salvador.

o blog começou a integrar o quadro do jornal em março do ano passado, com uma proposta de “ouvir sugestões, denúncias e críticas do nosso público, checar informações e acompanhar todo o fluxo de produção do material jornalístico que possa ser pautado ou elaborado pela nossa audiência.” (trechinho queu peguei emprestado do herdeiro do caos, já que no a tarde não encontrei grandes explicações do projeto).

a impressão que se tem ao passear pelas postagens é de que de fato o ciberespaço é uma fonte para os jornalistas, como disse elias machado. o que marca o blog, e que intitula a seção que tem maior participação – comente – é de que os jornalistas querem ouvir o que o leitor tem a dizer sobre alguns assuntos. já que a maior parte dos posts são formados de uma descrição curta de um tema seguida de uma pergunta como “o que você acha disso?” e um pedido para enviar foto, vídeo ou informações para a redação.

é fato que utilizar a rede para encontrar novas fontes é interessante, mas no entanto, vê-se que parte das postagens no blog dão espaço para comentários que não criam diálogo ou discussão. comentários pontuais, sobre as chances de o bahia ser campeão, ou sobre a chegada da primavera. essas ainda que possam auxiliar para criar uma relação do leitor com o blog, por ver sua foto ou comentário publicados, não pode deveria se destacar entre as utilizações do mesmo.

outros usos do blog, bem próximos desses, no entanto, mostram o quanto a pesquisa jornalísitca para a produção de matérias pode ser auxiliada por essa interaçaõ com seus leitores, seja para obter rapidamente um termometro da reação da população sobre temas  polêmicos ou de interesse público; ou mesmo na construção de pautas elaboradas, como é o caso recente do cinquentenário do título nacional do bahia. para isso o blog solicitou aos leitores que têm fotos ou registros ou conhecem histórias sobre o campeonato para ajudar na pesquisa, o que pode ajudar a descobrir novas informações e reconstituir esse momento. (o caderno deve sair amanhã, e devo comprar para conferir se alguma contribuição pôde ser utilizada).

é necessário realizar ainda um destaque: a seção especial de dúvidas sobre o imposto de renda, no qual o jornal recebeu perguntas dos leitores e as respondeu tanto no jornal quanto no blog.

no entanto, senti falta também de maior interação. ainda que haja uma quantidade razoável de comentários em muitas postagens, há pouco diálogo, tanto entre os comentaristas, quanto destes com jornalistas do projeto. o blog é uma ferramenta para escrita coletiva, mas há muitas vozes, basicamente falando sem ouvir. assim como um melhor uso do twitter, que como reclamo sempre, não é só um vomitador de links.

bem. bateu cinco minutos e acabou essa parte. aos poucos vou andando, tateando e mapeando. e espero dar conta. ainda essa semana quero voltar.


entendendo o leitor-participante

15/03/2010

ainda nem li mas já apresento aqui (e se tudo der certo depois da leitura comento) o Pew Research Center’s Project for Excellence in Journlalismo (ou PEJ) soltou no site um estud0 – understanding the participatory news consumer -  que busca compreender como  o uso de mídias locativas e jornalismo participativo estão transformando o jornalismo em uma esperiência social. o texto todo está disponível em pdf aqui.

na mosca! eu não proporia um estudo melhor. quer dizer, já fiz isso mais ou menos, e hoje saiu recebi o email informando que saiu a bolsa do cnpq pro meu trabalhpo de mestrado, sobre a aproximação do leitor com as notícias e o jornalismo através de espaços e ferramentas de participação.


o novo estadão e o twitter (ou um post que mudou no meio)

14/03/2010

nada como uma novidade (mesmo das que apresentam pouca inovação) para fazer as coisas se agitarem um pouco. o Estadão lançou oficialmente suas novas versões para o jornal impresso e novo layout do portal. e isso basta pra que a gente veja algumas mudanças de atitude do jornal quanto à relação com os leitores.

o que me faz ver isso é um post no blog do pedro dória respondendo às três principais dúvidas, no twitter, sobre o novo estadao.com.br. a primeira coisa que penso é. thumbs up. olhas de vez em quando, nem que seja de vez em quando, os seus replies no twitter ou mesmo fazer uma pesquisa de hashtag ou termo no micro blog podem render bons frutos. não sei se só eu penso assim, mas o twitter não é (apesar de ser utilizado assim) um cuspidor de links. tem uma lógica de funcionamento (como toda rede social) que vai além de uma estratégia para atingir seguidores/leitores. e conversar também faz parte dessa lógica. e tentando é impressionante ver o quanto as pessoas estão dispostas a conversar.

vamos enfim ao caso. uma das ‘ações de promoção’ da nova cara do estadão foi o anúncio no twitter (faltam X dias para o novo @estadao). daí em diante @estadao começa a falar: agradece indicações no #FF (follow friday); pergunta o que seus seguidores acharam da reformulação e tira dúvidas, responde e agradece os comentários. enfim, conversa.

até que, num momento, decide responder a todos de uma vez através do post já comentado do pedro dória e que incentivou a existência desse post. mas é aqui que esse post muda no meio.

a idéia inical era, além de parabenizar a iniciativa de falar com os leitores sobre sua reformulação criticar o fato de que isso foi feito apenas nesse momento. que a inserção essa conversação cria uma falsa imagem do perfil do jornal que, majoritariamente, utiliza o twitter para enviar links de suas matérias, citando e dando RT em tweets de subseções do jornal e funcionários ou colaboradores.

de fato esse é o cenário geral e que poderia facilmente ser comprovado pela observação das postagens realizadas no mês de março. o fato é que, ao ampliar essa observação para um período de 30 dias (no caso, desde 14.02), vi que não é possível sustentar esse comentário em gênero, número e grau. isso porque, memso não sendo na regra, há algumas exceções que servem bem para me contra-argumentar. então faço o mea culpa.

além da ocasional pergunta em carta aberta (realizada quando do terremoto no chile) e que se justifica mais pela dificuldade em se encontrar outras fontes que não os relatos e relatórios oficiais que pela tentativa de dialogar com o público – como já comentado aqui antes -; há um momento interessante a se apresentar: a matéria que vocês nos ajudaram a fazer.

a apuração nessa matéria começa com uma pergunta ‘quem está tendo problemas para acessar a internet?’ e se segue com uma conversação entre o jornal e alguns seguidores que atenderam ao pedido. o que resulta é uma produção praticamente colaborativa.

cabe ainda o questionamento quanto à não regularidade desse diálogo (buscado apenas quando útil), mas fica mais um sabor de erro ao tentar criticar algo com argumentos não tão bem embasados quanto deveriam.

hoje então o post é comentário e reflexão. e já que estamos bagunçando tudo. aviso que nessa semana começo (ou pretendo começar) a catalogação dos projetos de colaboração em jornais do nordeste – que pretendo como primeira fase do projeto de pesquisa no mestrado – e que vão aparecer por aqui em análises de cinco minutos.


de férias?

10/03/2010

esse período de ausência nem é justificável, então nem vou tentar fazer isso. hoje, como retorno tiro da gaveta um post que deveria ter sido colocado aqui há tempos (e que de certa forma se aproxima de ser a justificativa que não quero tentar dar).

enquanto estava ‘de férias’ me deparei com as férias de outros jornalistas na rede.  o pessoal da trip, que há algum tempo eu acompanho pelo site e pelo twitter, mostrou mais um pouco a sua cara (literalmente), dividindo parte das suas fotografias de viagens durante as férias com os colegas e os leitores da revista através do blog da redação.

fui, a partir daí fuçando mais e mais desse blog e vendo que ele não é só um lugar a mais para divulgar os produtos da editora, mas de fato um canal onde a redação está (em parte) aberta à seus leitores. vamos destacar aqui duas categorias em que melhor se pode compreender de que forma essa ’abertura’ se dá.

o primeiro é a sessão ‘é nóis’ em que os integrantes da revista entrevistam uns aos outros. já no ‘momento post-it’ são divididos com os leitores pequenos trechos de conversas e piadas que circulam nas reuniões e mesas da redação.  além do ‘bizarro’ onde cenas, vídeos e outras coisas que a equipe acha interessante são divididos com os leitores do blog.

é interessante perceber como é possível desvelar a redação para os leitores, criar uma aproximação entre os espaços de produção e consumo do jornalismo. são coisas assim que me fazem pensar em como essa aproximação leitor-jornalista modifica (ou não) o jeito de se ler/entender as notícias. e ainda que se pense que a trip não é (ou faça parte do grupo de) um jornalão com pretensões de verdade, basta olhar para os tweets do @realwbonner para ver que mesmo no jornalismo “mais sério” essa aproximação jornalista-público tem dado as caras.


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