mais newsgames – alguns links

08/09/2011

pra fechar a semana que teve a apresentação do paper na intercom e marcar o tanto que esse assunto está em pauta nas minhas conversas e discussões atualmente vou fazer uma listinha de blogs e sites sobre o tema.

Georgia Tech Journalism & Games Project

Blog do Ian Bogost

newsgaming e ludology.org – de gonzalo frasca

play the news - de marcus bösch

blog newsgames da super interessante, editado por fred di giacomo

je perds donc je pense – blog de florent maurin, sobre newsgames par ao lemonde

se alguém souber de mais algum, só avisar, que o amizade aqui agradece.


o novo jc online

05/04/2011

alguns dias depois de anunciar a substituição do seu já consagrado e queridíssimo jconline, pelo novo portal NE10, o jornal do commercio de recife lançou ontem uma nova versão impressa e online do seu jornal diário. o estranhamento pela primeira mudança começa a fazer algum sentido quando se percebe que o jconline é agora, não mais um portal de notícias, mas o endereço do jc na rede, reposicionando o jornal, que ficava um tanto ofuscado pelo portal, e agora se distingue mais facilmente do outro produto ao qual está vinculado. [comentários sobre meu descontentamento com a página e a logo do NE10 foram suprimidos]

falando agora específicamente do novo jconline, queria destacar um ponto que inclusive está em bastante destaque nas campanhas e divulgação da reformulação do jornal: a participação do leitor na produção do jornal.

como é possível ver na matéria e na entrevista acima, o novo site se diz e se propõe mais interativo e mais aberto, com a criação do espaço de participação chamado ‘a voz do leitor‘. além de poder comentar, e enviar material para o site, o jornal promete incluir essa participação na edição impressa, com espaço cativo e de destaque, inclusive na primeira página. poisbem, uma promessa a se comemorar, mas até agora uma promessa. vamos acompanhar de perto esse movimento.

outro destaque dado é à atuação dos jornalistas, em especial dos colunistas, no site de maneira contínua. poisbem. a esse espaço administrado pelos jornalistas é o nosso bom e velho blog, com textos apresentados do mais recente para o mais antigo, com espaço para comentários e navegação por categorias, tags e um histórico na barra lateral, como dá pra ver pelo exemplo da follow, de mona lisa dourado – que inclusive é chamado de blog na url. acho no mínimo estranha a opção por utilizar o termo coluna em lugar de blog. será que fica mais jornalístico com esse nome?

enfim. antes de terminar não poderia deixar de comentar uma das estratégias do sjcc no lançamento tanto no NE10 quanto no novo jconline: nosso querido jogo da velha do twitter, as hashtags. no NE10 foi o segredo e a expectativa que impulsionaram a pergunta #oqueseráisso? que preparava o público para a novidade [eu pessoalmente diria qué um novo protetor solar, masenfim]. já com o jc, a campanha veio junto com as cmapanahs em vídeo e o lançamento do novo conceito do jornal: “se é relevante pra você, de interesse da sociedade, da sua cidade, pode ter certeza, #vaiprojc” (pode ver os vídeos aqui)

agora é acompanhar o novo jc, e ver como ele segue. espero que seja para melhor.

ps: esse post é uma colagem de vários tweets da noite de ontem junto com umas ideias novas.


memoryshare: memória coletiva na bbc

17/03/2011

o ano novo só começa depois do carnaval. é fato. mas como os efeitos da folia ainda ficam por um bom tempo, vou aos poucos retomando as atividades com algumas coisas velhas. a primeira é o memoryshare da bbc.

criado em 2007 (segundo a wikipédia), o projeto é bem simples: oferecer uma plataforma online onde as pessoas possam escrever, registrar e compartilhar memórias. qualquer coisa vale, desde uma mulher contando quando conheceu seu marido ao um relato sobre a queda do muro de berlim. a partir disso, o sistema monta uma linha do tempo em espiral que conecta datas relacionadas e permite a livre navegação nessa memória coletiva.

essa iniciativa agrega um caráter mais amplo à característica já tradicional do jornalismo de ser um registro histórico, um espaço de resgate da memória e do passado públicos. aceita-se que não apenas dos fatos registrados se compõe a nossa história, mas dos pequenos relatos e lembranças do cotidiano de cada indivíduo.

mas antes de pensar que a bbc é bondosa e acredita na construção coletiva do passado, é preciso pensar nas possibilidades de retorno que a empresa tem com a iniciativa. o especial sobre a segunda guerra mundial (ww2 – people’s war) que reúne relatos de usuários é um bom exemplo de como esse grande arquivo pode acrescentar ao jornalismo. ainda que o ww2 tenha sido lançado um ano antes do memoryshare, este já se mostra como um espaço aberto para facilitar novas empreitadas de busca extensiva por relatos históricos e fontes.

a página é portanto mais que uma ótima iniciativa de memória coletiva e aberta. é uma boa resposta do jornalismo às necessidades de ampliar suas formas de coleta de informações, de agregar as vozes cada vez maiores e mais fortes de pessoas comuns, e fazer um bom uso da tecnologia para chegar a novos e interessantes processos e produtos  jornalísticos.


o jeito web do jornalismo

07/01/2011

um pouco mesmo sem querer, seguindo o link de um tweet (nem lembro mais de quem) me deparei numa pequena coisa bastante surpreendente. o clique abriu essa matéria do jornal a tarde (uma entrevista, na verdade) em que o editor da rolling stones brasil, pablo myiyazawa, conversa com lucas cunha (@_lcunha) sobre os destaques da música pop em 2010. não, não foram – necessariamente – os destaques que me chamaram a atenção, mas o fato de todo o texto estar repleto de links de referência.

pelo que já conhecia do a tarde e da maior parte dos sites de jornalismo brasileiros, pode-se dizer que o fato é, no mínimo inusitado. e ainda que uma rápida olhada nos arquivos do 2+ (até setembro de 2010) tenham me apresentado a mais três matéria com links externos – das quais destaco essaqui, também do lucas cunha, sobre o livro ‘bilionários por acaso’ – posso dizer que a prática não é corriqueira.

a questão da linkagem externa gerou, inclusive, bastante confusão – como já comentei aqui – quando a bbc publicou que iria incentivar os links externos em suas matérias. no entanto, há uma diferença o bbcway e os links da matéria que me surpreendeu. muito mais ao estilo dos blogs (e do resto da internet) cunha borrifou os links no decorrer do texto, e não ao final, para perfis de twitter e sites, como o blog move that jukebox. é uma aproximação com uma lógica muito mais usual da rede que o comum da tribo jornalísitca: que primeiro diz o que quer dizer para ao final, se for o caso, indicar algum complemento – e que normalmente está noutra página do próprio site.

há pouco discutíamos na disciplina de raquel oliveira (@comuniquel), no póscom, sobre o quanto a transparência têm se tornado ponto relevante para a credibilidade e objetividade de sites de notícia abertos, como é o caso do wikinews. quem sabe essa é a forma de o jornalismo me mostrar que está aprendendo. quem sabe é só uma boa quantidade de moral que lucas dispõe perante seus editores que o permita escrever assim. eu (preferindo que seja a primeira opção a verdadeira) queria só pontuar isso aqui no blog, como incentivo a continuar escrevendo sobre isso.


apresentando: Locast

03/01/2011

pra começar bem o ano, indico uma leitura que estou ávido pra começar. o livro recém lançado “locast civic media: internet móvel, cidadania e informação hiperlocal”. organizado pelo professor eduardo campos pellanda, e composto por textos de integrantes do projeto da (pesquisadores e estudantes do ppgcom e da famecos), o livro é um relato do projeto desenvolvido pela universidade em parceria com o mit mobile experience lab.

 

o projeto locast desenvolve e disponibiliza uma plataforma web e móvel para a participação cidadão na cobertura e disseminação de informações hiperlocais. e como o próprio nome dado ao livro indica, o projeto se volta para questões como a participação, o hiperlocal, a comunicação e conexão ubíquas e uma nova concepção da cidade, composta por diversas camadas de informação.

 

não custa ressaltar que acho bastante válida a leitura. é possível baixar o livro aqui.


leituras de jornalismo

11/11/2010

chegou hoje na minha mão o “produção e colaboração no jornalismo digital” livro organizado por carla schwingel e calos zanotti, da rede de pesquisa aplicada em jornalismo e tecnologias digitais (JotTec).

recém saído da prensa, o livro reúne trabalhos da raquel longhi, fernando firmino, marcelo träsel, entre outros.

aproveitei o embalo para comrpar também o “ensino de jornalismo em tempos de convergência” organizado por elias machado e tattiana teixeira, fruto do trabalho do projeto de colaboração acadêmica Porcadjor (procad/capes) entre ufba, usp, ufsc e utp que leva o mesmo nome do livro.

os dois foram lançados no último SBPJor (junto com outros 12 livros).

ansioso pelas duas leituras.


pra dentro e pra fora

10/07/2010

pra cumprir a promessa do post de segunda, mas de maneira bem fuleira. uma rapidinha que tava guardada já há um tempo e que vai ser dividida em duas partes: uma entrando outra saindo; as duas buscando aproximação com o leitor.

primeiro a oferta de entrada do guardian, que lançou um esquema de membership para assinantes o extra. nada de tão novo, uma gama de ofertas, descontos ou participação em debates e eventos para os assinantes que pagarem uma determinada quantia, quase um clube de desconto. a novidade é que além disso – como destacou o journalism.com.uk – ser membro dá também possibilidade de visitar as redações do guardian e do observer, além de acesso a repórteres e editores. uma forma (que parece) bastante eficaz de criar laços e aproximar os leitores do jornal, mostrando como ele funciona.

a outra ideia, que também acaba aproximando, é convidar para sair. ou aumentar o número de links para páginas externas, como pretende fazer a bbcnews. como disse steve herrman no blog dos editores, a estratégia é aumentar o número de links nas matérias do site, enviando sempre que pos´sivel o elitor para documentos e sites que foram utilizados pelos jornalistas como fontes para a realização da matéria, além de também oferecer outras coberturas de um mesmo fato. isso porque, como dito em resposta para o comentário do niemanlab, um site de notícias deve focar na construção de um amplo espaço público, sendo uma janela que guia seu leitor para o “melhor da internet”. ainda que pareça mais bonito do que de fato é – já que é uma estratégia pós-corte-de-gastos – não se pode negar a importância que tem uma grande empresa de comunicação se colocar nesse lugar, de mais um (não de único ou principal).

enfim. rapidinha, entra e sai. e foi. agora é sómanter um ritmo.


ensinos de jornalismo

08/04/2010

essa semana está sendo bem movimentada. sexta nem chegou e duas coisas movimentaram minha cabeça por caminhos diferentes sobre como pensar o jornalismo.

a primeira notícia foi a pós-graduação profissional proposta pela ufes. com dois anos de duração, e voltada para profissionais de qualquer área, o curso causou alguma polêmica, inclusive uma promessa de mobilização por parte do ca da própria universidade contra sua implantação. chamado de supletivo em forma de pós-graduação, o curso deu a alguns a impressão de apoiar que todos podos podem ser jornalistas, basta apenas aprender a formatar um texto ao formato estabelecido pelo canone jornalístico. enfim, não é que seja a melhor solução, mas acho válida. é, até onde sei, a primeir proposta que se apresenta pós-queda-do-diploma. e se não for esse o caminho a seguir (dar algum tipo de formação complementar àqueles que querem atuar em meios de comunicação mas não têm/querem fazer uma graduação em jornalismo) ao menos algum surgiu. como esper que tantos outros apareçam. mudar os perfis e formas de ensinar jornalismo no braisl é algo que já se está devendo, desde antes da decisão do STJ.

uma outra nova proposta, essa sim me chamando bem mais atenção (o suficiente para querer mudar de país e me matricular) foi a da Columbia University, que pretende iniciar ainda esse ano uma turma de mestrado duplo em jornalismoe  ciência da computação. o curso de dois anos e meio prentende abordar não apenas a utilização de programas e aplicativos na comunicaçaõ, mas permitir que os jornalistas os realizem. se como Joel Kaplan disse em artigo ao Nieman Report, quem mudou a cara do jornalismo foram os engenheiros, é hora de os jornalistas entrarem no barco. e quem sabe até assumir o leme. essa é a aposta do mestrado, que segundo artigo da wired, propõe a formação de ninjas transdisciplinares. é tempo de se pensar um jornalismo integrado às ações do meio digital. não apenas de propor utilizações para o que já existe, mas meios próprios de utilização da tecnologia.

aqui no brasil, no recife mais específicamente (só pra ser bairrista no exemplo), já se vê iniciativas assim, como a parceria entre yvana fechine (ppgcom/ufpe) e professores do centro de informática também da ufpe para a discussão de conteúdos e formatos para tv digital, que hoje realizou mais um encontro.

masenfim. o que fica de propostas para dar um arcabouço mínimo – teórico ou técnico – a não-jornalistas(-de-formação) ou de se misturar jornlaismo à discussão de concepções de novos meios digitais de circulação/origanização/produção de notícias é mesmo a necessidade de se mudar o que está parado. pensar e ensinar jornalismo não pode ser feito da mesma maneira. acompanhemos.


conteúdo pago e a mania de pioneirismo

30/03/2010

esse post é mais uma brincadeira de reflexão que um comentário realmente.

hoje estava vendo no blog do gjol que também o le monde passaria a cobrar uma assinatura para visualização online de seu conteúdo impresso  (o post foi esse). na verdade esse tema está em destaque há algum tempo já entre jornalistas e pesquisadores do jornalismo digital (desde as declarações do Murdoch, de que fecharia o conteúdo de seus veículos, como já fez com o wall street journal, e mais recentemente com o the times).

o fato é que, tanto a gente fala que eu não sei se se esquece que no brasil isso não é nenhuma novidade ou polêmica. só pra ficar em exemplos locais e dos quais posso falar com mais propriedade, o conteúdo do jornal do commercio, do recife, só está disponível para assinantes – havendo as possibilidades de assinar o jornal, apenas a versão digital, ou utilizar uma senha de assinante uol. e foi assim desde que me entendo por leitor online de notícias.

há pouco tempo é que o principal concorrente do jc, o diario de pernambuco, ao modificar o endereço e layout do site passou a disponibilizar gratuitamente o conteúdo do veículo impresos na rede (ainda que mantenha restrito a assinantes a versão flip do jornal, com as páginas digitalizadas).

enfim, como disse, é mais por brincadeira que me pergunto se é mania de pioneirismo d epernmabucano, ou os jornais brasileiros, como o jornal do commercio, não seriam precurssores da onda murdoch de cobrar pelo acesso aos conteúdos.

http://europe.wsj.com/home-page

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