existe participação no jornalismo sergipano?

20/03/2011


finalmente começo a dar continuidade ao meu projeto de mapeamento de espaços de participação do leitor no jornalismo braisleiro. e na etapa de hoje uma surpresa enorme, que gerou a pergunta-título desse post: existe participação no jornalismo sergipano?

ao acessar as páginas dos três jornais do estado listados na página da anj – cinform, jornal da cidade e jornal do dia – a decepção foi crescente, clique após clique.

começando pelo começo. ao acessar a página principal do cinform a felicidade parecia garantida. na barra lateral bons indicativos: lista das matérias mais acessadas, chamadas para blogs da produção, os últimos comentários no site,uma enquete e por fim, uma listagem atualizada automáticamente com os últimos tweets citando o perfil do jornal no microblog (@cinform). pra fechar com chave de ouro – pensei eu – uma seção você repórter no menu principal. mas parou por aí. esse clique foi minha primeira tristeza. na página apenas um formulário eletrõnico para que você preencha nome e e-mail e envie uma mensagem e um arquivo em jpg ou zip. em cima disso tudo a seguinte frase: “Aconteceu algo muito importante e você viu ? Registrou aquele flagrante ? Envie para o Cinform.”

poisbem. ou ninguém nunca quis contribuir com o cinform, ou todo o material já enviado ficou na triagem da equipe do jornal, ou então não há uma organização do material rcebido numa seção separada da restante. infelizmente não tive fôlego para procurar se havia nas notícias publicadas algum indicativo de material enviado pelo público.

então tá. depois disso, fui lá no jornal da cidade. na primeira página mais ou menos a mesma coisa. matérias mais lidas, mais comentadas, navegação por tags, uma enquete, blogs. tá. até aí tudo normal. também no menu principal eu encontro: você no jc. o clique mais esperançoso do dia resulta numa decepção maior. em lugar do esperado espaço de participação há galerias de fotos de shows e eventos da cidade, sem indicação de autoria das imagens. uma coluna social de todo mundo, que ganha ainda o selo da prefeitura de aracaju. aparentemente, você no jc, quer dizer literalmente que você pode estar no jornal da cidade, não que vai contribuir de alguma forma para a cobertura jornalística do veículo.

enfim, já sem nem ânimo eu cheguei no jornal do dia. nele a coisa é bem mais direta. não dá pra comentar nas matérias e o máximo de interaçãoq ue você vai ter e responder a enquete: “o que você achou do site”. pronto acabou.

aí acabou esse post também. e quem sabe semana que vem eu num consigo encontrar alguma coisa que sirva nessa vida.

finalmente começo a dar continuidade ao meu projeto de mapeamento de espaços de participação do leitor no jornalismo braisleiro. e na etapa de hoje uma surpresa enorme, que gerou a pergunta-título desse post: existe participação no jornalismo sergipano?ao acessar as páginas dos três jornais do estado listados na página da anj – cinform, jornal da cidade e jornal do dia – a decepção foi crescente, clique após clique. 

começando pelo começo. ao acessar a página principal do cinform a felicidade parecia garantida. na barra lateral bons indicativos: lista das matérias mais acessadas, chamadas para blogs da produção, os últimos comentários no site,uma enquete e por fim, uma listagem atualizada automáticamente com os últimos tweets citando o perfil do jornal no microblog. pra fechar com chave de ouro – pensei eu – uma seção você repórter no menu principal. mas parou por aí. esse clique foi minha primeira tristeza. na página apenas um formulário eletrõnico para que você preencha nome e e-mail e envie uma mensagem e um arquivo em jpg ou zip. em cima disso tudo a seguinte frase: “Aconteceu algo muito importante e você viu ? Registrou aquele flagrante ? Envie para o Cinform.”

poisbem. ou ninguém nunca quis contribuir com o cinform, ou todo o material já enviado ficou na triagem da equipe do jornal, ou então não há uma organização do material rcebido numa seção separada da restante. infelizmente não tive fôlego para procurar se havia nas notícias publicadas algum indicativo de material enviado pelo público.

então tá. depois disso, fui lá no jornal da cidade. na primeira página mais ou menos a mesma coisa. matérias mais lidas, mais comentadas, navegação por tags, uma enquete, blogs. tá. até aí tudo normal. também no menu principal eu encontro: você no jc. o clique mais esperançoso do dia resulta numa decepção maior. em lugar do esperado espaço de participação há galerias de fotos de shows e eventos da cidade, sem indicação de autoria das imagens. uma coluna social de todo mundo, que ganha ainda o selo da prefeitura de aracaju. aparentemente, você no jc, quer dizer literalmente que você pode estar no jornal da cidade, não que vai contribuir de alguma forma para a cobertura jornalística do veículo.

enfim, já sem nem ânimo eu cheguei no jornal do dia. nele a coisa é bem mais direta. não dá pra comentar nas matérias e o máximo de interaçãoq ue você vai ter e responder a enquete: “o que você achou do site”. pronto acabou.

aí acabou esse post também. e quem sabe semana que vem eu num consigo encontrar alguma coisa que sirva nessa vida.


mapeando: correio*, salvador

17/05/2010

o destaque dado à participação do leitor no correio* é comparado ao destaque da sessão na página inicial do correio24horas: pé de página, ao lado da logo e do endereço da rede bahia, empresa da qual o jornal faz parte. o link da barra principal – que vem depois ainda do início e da sessão de últimas (24h) – engana: clicar no bendito “vc no correio” é ser levado a uma página composta por “fóruns” (leia-se enquetes de resposta aberta), uma barra lateral de fotos enviadas pelos leitores, seguidas logo abaixo de enquetes propriamente ditas, do tipo “sim ou não”, e de opiniões do leitor.

parece descaso. nada na página parece ter sido postado a menos de algumas semanas. destaque para a opinião do leitor sobre o adiamento do enem (que ocorreu em outubro do ano passado). o clique na barra de fotos leva a uma matéria de julho do ano passado, que serve apenas como mostra das imagens enviadas e propaganda do espaço, não fazendo conexão alguma com qualquer notícia ou fato. o que é de se estranhar, considerando que a fotografia tem sido, ao menos na minha reles observação a maneira mais fácil e mais incentivada de participação de leitores, a imagem que ilustra o flagrante que a equipe de reportagem chegou muito tarde para registrar; isso para não entrar na questão dos vídeos de “cinegrafistas amadores” que hoje estão em quase todos os telejornais.

além do atraso os temas são gerais, parecem buscar um comentário descompromissado sem esperar – e se esperam não o incitam – que o leitor volte à página para acompanhar o tema em que participou. ainda assim, o clique na página de fóruns é uma surpresa. duas quase; a primeira são os temas apresentados. a surpresa de fato é perceber que não apenas há respostas, como há diálogos entre alguns dos participantes do fórum. estranho, no caso da postagem sobre cuidados com a dengue, é ver alguém respondendo à pergunta que encabeça o fórum. nos mais de quinze dias de postagens (não, eu não consegui ir até o final para ver há quanto tempo escrevem ali) há troca de informações sobre futebol, campanha presidencial, surto e vacinas contra a meningite, violência urbana etc., além de pequenas conversas pessoais – que só aumentam a certeza de que as pessoas ali já se conversam há algum tempo.

o caso não é o mesmo em todos os fóruns, mas por si só já diz alguma coisa: às vezes, e talvez de alguma forma isso seja muito, basta um espaço para que as pessoas tomem como seu. eu termino esse texto pensando nisso. mais do que em qualquer outro projeto que conheço, os participantes fazem a comunicação existir.

vamos ver se eu tomo isso como exemplo e tomo conta desse meu espaço aqui.


mapeando: a tarde, salvador

28/03/2010

hoje, depois de muita demora e muito atraso eu começo a andar com a idéia. mapear catalogar ou simplesmente contabilizar e localizar projetos de colaboração de jornais brasileiros. pra começar bem, já que estou na cidade, o cidadão repórter do jornal a tarde, aqui de salvador.

o blog começou a integrar o quadro do jornal em março do ano passado, com uma proposta de “ouvir sugestões, denúncias e críticas do nosso público, checar informações e acompanhar todo o fluxo de produção do material jornalístico que possa ser pautado ou elaborado pela nossa audiência.” (trechinho queu peguei emprestado do herdeiro do caos, já que no a tarde não encontrei grandes explicações do projeto).

a impressão que se tem ao passear pelas postagens é de que de fato o ciberespaço é uma fonte para os jornalistas, como disse elias machado. o que marca o blog, e que intitula a seção que tem maior participação – comente – é de que os jornalistas querem ouvir o que o leitor tem a dizer sobre alguns assuntos. já que a maior parte dos posts são formados de uma descrição curta de um tema seguida de uma pergunta como “o que você acha disso?” e um pedido para enviar foto, vídeo ou informações para a redação.

é fato que utilizar a rede para encontrar novas fontes é interessante, mas no entanto, vê-se que parte das postagens no blog dão espaço para comentários que não criam diálogo ou discussão. comentários pontuais, sobre as chances de o bahia ser campeão, ou sobre a chegada da primavera. essas ainda que possam auxiliar para criar uma relação do leitor com o blog, por ver sua foto ou comentário publicados, não pode deveria se destacar entre as utilizações do mesmo.

outros usos do blog, bem próximos desses, no entanto, mostram o quanto a pesquisa jornalísitca para a produção de matérias pode ser auxiliada por essa interaçaõ com seus leitores, seja para obter rapidamente um termometro da reação da população sobre temas  polêmicos ou de interesse público; ou mesmo na construção de pautas elaboradas, como é o caso recente do cinquentenário do título nacional do bahia. para isso o blog solicitou aos leitores que têm fotos ou registros ou conhecem histórias sobre o campeonato para ajudar na pesquisa, o que pode ajudar a descobrir novas informações e reconstituir esse momento. (o caderno deve sair amanhã, e devo comprar para conferir se alguma contribuição pôde ser utilizada).

é necessário realizar ainda um destaque: a seção especial de dúvidas sobre o imposto de renda, no qual o jornal recebeu perguntas dos leitores e as respondeu tanto no jornal quanto no blog.

no entanto, senti falta também de maior interação. ainda que haja uma quantidade razoável de comentários em muitas postagens, há pouco diálogo, tanto entre os comentaristas, quanto destes com jornalistas do projeto. o blog é uma ferramenta para escrita coletiva, mas há muitas vozes, basicamente falando sem ouvir. assim como um melhor uso do twitter, que como reclamo sempre, não é só um vomitador de links.

bem. bateu cinco minutos e acabou essa parte. aos poucos vou andando, tateando e mapeando. e espero dar conta. ainda essa semana quero voltar.


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